Gabriel Barbosa

Não por muito mas muito por algum.

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Location: Braga, Portugal

Friday, April 07, 2006

RECORDAR TE FLOR INCANDESCENTE

Nunca te esquecerei minha doce flor incandescente
Como habitaste em meu destroçado coração
Teu sangue ainda recordo beber na ácida noite reluzente
Como afortunas uma saudade em teus cardíacos,

Ainda sinto nossos lábios se molhando mutuamente
Nossos braços frios a gelarem nossos corpos
Nossos corpos enroscados sexualmente pecando
Como recordo as palavras que mencionei antes de te matar,

No teu túmulo cheirarei teu apodrecido corpo
Para relembrar teu purificado perfume quando
Nossas almas flutuaram juntas na luxúria
E organizaram um sofrimento ensanguentado.

Gabriel Barbosa
Os Sonhos Vulneráveis

UMA LÁGRIMA DEIXEI DERRAMADA

Uma lágrima deixei derramada em teu corpo
Para a dissolveres quando a tristeza te perturbar
E nada conseguires ver além do teu sofrimento
Tenta aplicar um pouco do teu amor no meu estigma,

Uma lágrima deixei derramada em teus seios
Como o desejo sexual não concretizado
Apelar para a tua destruição em meus braços
Onde te refugias na tua cólera insana,

Uma lágrima deixei derramada em teus lábios
Como o beijo que esqueci de te saquear
Um amor deixei fluir na tua relembrada morte
Onde meu sofrimento confusão será.

Gabriel Barbosa
Os Sonhos Vulneráveis

REGRESSA ME UM BEIJO

Cansado de viver a mesma historia de sempre
Quero criar uma nova vida longe do meu sofrimento
Onde perturbações jamais serão minhas palavras
E amor regressado encontrarei para viver,

Toda aquela confusão molha me de raiva
Tudo se perde sem nada eu reencontrar
E tudo parece ser um terrestre inferno
Onde apenas minhas lágrimas fogem para não serem vistas,

Quero me refugiar em ti, amor, quero fugir da minha vida
Constrói me um esconderijo onde me assentar
Para deixar cair meu sofrimento fora de mim
Ao beijar te amorosamente sem qualquer dor sentir,

Só preciso de encontrar uns braços onde mergulhar
Uma alma onde em infiltrar sem medo
Agora regressa me um beijo teu minha doce flor
Que por ti tentarei ser alguém melhor.

Gabriel Barbosa
Os Sonhos Vulneráveis

RAPARIGA EM OÁSIS COLORIDO

Turbulência atazana linda rapariga em oásis colorido
Recai um prazer em tuas petrificadas entranhas
Sorriu um beijo e afortunou alma onde voa paixão na
Lisonjeira virtude de mil cabeças decapitadas,

Estranhos olhares afugentam rapariga em oásis colorido
Seu medo infiltra nos de carbonizados desejos
Nos desesperantes amanheceres de mil cores fixadas
Como atinges uma dor em teus espectros malignos,

Enraivecida está linda e atraente rapariga em oásis colorido
Sua cólera obscura assassinará populações descabidas
Como bizarros ouros se alquimia de qualidade
Mas ela para sempre vencer sua triste escuridão em oásis colorido.

Gabriel Barbosa
Os Sonhos Vulneráveis

RAPARIGA EM OÁSIS COLORIDO

Turbulência atazana linda rapariga em oásis colorido
Recai um prazer em tuas petrificadas entranhas
Sorriu um beijo e afortunou alma onde voa paixão na
Lisonjeira virtude de mil cabeças decapitadas,

Estranhos olhares afugentam rapariga em oásis colorido
Seu medo infiltra nos de carbonizados desejos
Nos desesperantes amanheceres de mil cores fixadas
Como atinges uma dor em teus espectros malignos,

Enraivecida está linda e atraente rapariga em oásis colorido
Sua cólera obscura assassinará populações descabidas
Como bizarros ouros se alquimia de qualidade
Mas ela para sempre vencer sua triste escuridão em oásis colorido.

Gabriel Barbosa
Os Sonhos Vulneráveis

CORAÇÃO SEM PAIXÃO É BÊNÇÃO SEM APARIÇÃO É PERTURBAÇÃO SEM CONFUSÃO

Abres caminhos para um sentimento inexpugnável
Abres frutos de amor de tempos de colheitas emocionais
Escolhes alguém para perturbar, escolhes alguém para amar
Coração sem paixão é bênção sem aparição é perturbação sem confusão,

Jorras forças em teu embelezado coração como
Quem deixa flor desabrochar em jardim estragado
Mas tentas resolver a questão com aparição
Coração sem paixão é bênção sem aparição é perturbação sem confusão,

Amas a fúria de teu homem como aquele que morre
Um amanha, vencerá em gostosos apetites de ácidas comidas
Soltas uma verdade para jamais ser sem o ter sido
Coração sem paixão é bênção sem aparição é perturbação sem confusão,

Agora um desejo, tens que encontrar nos escombros de teu espírito
Comes o sonho e vomitas a sua realização e a
Bondade está em regressado crepúsculo enfeitiçado
Coração sem paixão é bênção sem aparição é perturbação sem confusão.

Gabriel Barbosa
Os Sonhos Vulneráveis

O AMOR ATÉ PODE VIR HOJE

A tua imaginação se prolonga em teus desejos
Teu beijo escorre um viscoso saber
Teus braços libertam o calor do amor,

Como queres que seja teu assim tão longinquamente
Chora, sim, chora as tuas lágrimas avermelhadas
Deixa sair teu estigma na armazenada fortuna espiritual,

Decorre um invento de circo em teus olhos
Como teu cérebro se contorna facilmente
Apenas tua sabedoria está longe de teus artificiais seios,

Mas querida, o amor até pode vir hoje
Deixa vir deixa vir, aceita vir aceita vir
Deixa o cair em nossos braços deixa cair nossos olhos.

Gabriel Barbosa
Os Sonhos Vulneráveis

UMA VERDADE ENCONTRAR NA INCERTEZA DO FUTURO

Atrás de uma rotina vamos cortando caminhos até ao obsceno prazer
Encontramos bebidas ácidas em tua cave submersa
Vamos enterrando o tédio com o alcoolizado saber
Onde a viajem vai começando e já vai dançando insaciavelmente,

Nas cavernas doces dos rochedos do faroeste fomos em busca de companhia
Miúdas coloridas desenhavam desejos sexuais em recrimentos
O céu brilha a escuridão e tua alma esvoaça de prazer
Deixa fluir amor doce miúda dos desertos imaculados,

Num entardecer a morte nos veio visitar solenemente
Mas nossa aparição estava breve em olhares femininos
Agora o fim do tempo veio acabar por nos comer sadicamente
Esperamos só uma verdade encontrar na incerteza do futuro.

Gabriel Barbosa
Os Sonhos Vulneráveis

COMO UM SEGREDO VOU SER TEU

Eu olhei para ti com absoluto fascínio na escurecida matina
Tu envolveste me de curiosidade ao resultar sabedoria
Um beijo de amor saqueou em mim como um roubo já previsto
E longe eram nossos corações a flutuar de prazer,

Tenho os teus olhos tenho teus lábios tenho teus seios
Uma corda que sufoca aprendiz é para a respiração amorosa
Minhas palavras se penetravam em tuas deliciosas entranhas
E uma noite de amor obtemos para resultar em mundos de eloquências,

Eu te vejo observando um sorriso em minha face
Esfaqueie um coração altruísta na manha de recordação
Tua imagem imaginava me na delinquência amistosa
Agora como um segredo vou ser teu eternamente.

Gabriel Barbosa
Os Sonhos Vulneráveis

Friday, March 31, 2006

O GÉLIDO DESFILE

És a mais de tudo o que existe
A melhor de todas as que me tocaram
A melhor de tudo o que me embarcou

Da me teu sorriso uma vez mais para poder sucumbir minhas lágrimas
Um lindo e corajoso sorriso para me segurares neste mundo
Apenas quero teu sorriso para desbocar meu amor,

Naquela noite a insana ideia foi nos beijarmos como dois desconhecidos
Aprendendo a nos conhecermos apenas como beijoqueiros
Lindos e abraçados fomos saboreando um inocente pecado…

Ela ajoelhou se a mim e flácidos pensamentos eram os dos prazeres
Comida não fazia sentido existir sem sua presença
Um dia de merda virou dia vitorioso de amor,

Tais gélidos dias afortunaram meu espírito
Duas loucuras entre varias que me envelheceram
Apenas uma quero agora…

Na enraivecida despedida deixei meu corpo se evaporar
E teu fui eu a beijar te entristecido
Pelo adeus que assim tive de o dizer…

O passado volta alterado e alternando vem o presente
Para absolver um futuro insano em nossas mãos
Agora a vida nos reflectiu a dor do desaparecimento repetitivo.
Gabriel Barbosa

Livro: Os Sonhos Vulneráveis

Em teu olhar há tesouro em meu há sonho Em teus lábios há virtude em meus há prazer

Em teu olhar vejo amor em meu vejo dor Em teus pensamentos mundos em meus imundos

Gabriel Barbosa

Livro: Os Sonhos Vulneráveis

UMA RECORDAÇÃO TUA

Envia me uma recordação tua para poder contigo sonhar
Envia me beijos e abraços para contigo imaginar
Desejos e qualidades disponho em ti
Para organizar este amor como aquele que mais preciso,

Não me digas adeus mais vezes não digas amo te
Apenas diz um breve “xau” para não sofrer
Com a consciência que partirei sem ti
Para os confins deste deleitoso mundo,

Agora vai em busca da minha recordação eterna
Que em ti quero predominar como aquele que te ama
Não me deixes partir sem o ultimo beijo
Que só tal beijo me irá fazer sucumbir ultimo prazer contigo.

Gabriel Barbosa

Livro: Os Sonhos Vulneráveis

ABRE CAMINHO

Abre caminho para uma insolação
Insolente olhar esse teu de amor
Seu calor no ardor habita habilmente em habituais desejos
Insano prazer esculpi dentro de tua alma,

Como no seu fortalecimento encontro uma lógica de
Purificada vivência
A gota de sangue quente e deleitosa me
Aprisiona num obsceno sonho de violenta luxúria,

Recai te o beijo da exclusão doce amor
Anos de saudades te vêm, aniquilada
Suspira teu abraço como algo em ti, enroscado
Na organizada manha das percepções.

Gabriel Barbosa

Livro: Os Sonhos Vulneráveis

DOCEMENTE SOFRENDO

Docemente sofrendo por quem te vê desprezada
Neste cubículo de flores tóxicas
Arranha me tua triste sabedoria em humildes funções
De espectros envolvidos,

Insaciável raiva do destruidor pénis
Tua sexual vida se limita ao penoso ardor
De teu emboscado corpo,

Deixa me intervir nos teus gordurosos cabelos
Que ardem escaldantemente por entre teu infortunado aspecto
Investiga me um amor nas amanteigadas mãos
Das sedas encalhadas e tonificadas.

Gabriel Barbosa

Livro: Os Sonhos Vulneráveis

LEVEMENTE

Levemente na escuridão teu sorriso me ilumina calorosamente
Teu corpo quente comigo é para rubricar as imediatas escolhas
Da infortuna
Reagiu tenebrosamente aquelas temíveis palavras
Arranco te um coração para nele habilmente te infiltrares

Levemente te acolhendo na minha saqueada clementina
A tua liberdade fura me uma dura presença
De irmandade
Mas como preciosa és para me retaliares um
Sôfrego beijo de doloroso amor.

Gabriel Barbosa

Livro: Os Sonhos Vulneráveis

TEU SEGREDO

Choras te um oceano de olhares em teu robusto coração
Dissolveste tua vontade de irmandade comigo
Organizas te me um sorriso saqueado
Teu mundo se purificou com tua chegada,

Mas gritavas insanamente por teu homem recuperar
Na ilusão de teu amor vem uma dor te afortunar
Comestível passado este que vives
Vives insaciavelmente sem morrer longe dele,

Teus amanheceres transpiravam as verdades obcecadas
Mas teu ordenamento não se constituía agora
Primeiro terias de descobrir teu segredo
Para mais tarde o revelares relevantemente de uma ordem suceder se.

Gabriel Barbosa

Livro: Os Sonhos Vulneráveis

ENRIQUECER NOSSAS HUMILDES DADIVAS

Contigo afugentei meus intensos medos de obscuridade criados
Consegui avistar uma luz num sorriso altruísta
Foi num amanhecer que tua língua em mim me tocou
Mas no anoitecer tuas mãos ganham vida para me assombrar,

Hotéis percorremos alojados em puro amor
Chuva e sol não encontramos sozinhos nestes dias luxuriosos
Apenas uma neve branca nos terá cobrindo almas
Para cristalizar nossos olhares esfomeados,

Na contradição de nossos espectros fomos nos falando
Mas qualquer palavra era insuficiente para odiar
Pois todas as tempestades, nos agrupava amor desalojado
Para reorganizando enriquecer nossas humildes dadivas celestiais.
Gabriel Barbosa

Livro: Os Sonhos Vulneráveis

Wednesday, March 22, 2006

O BLUES DA JEHYE

Todas as palavras são de ouro mas nem todo o ouro é verdadeiro
Encontrar verissidade é simplesmente senti-las,
Ontem foi dia de as encontrar hoje é dia de as creditar
Porque em tudo ver é apenas ver e sentir é descobrir,

O mar que se abre para nos engolir instantaneamente
A vida que é porra de comboio velho
Deusa Jehye salve nossa humilde cidade do mal
Mesmo que pelo menos seja teu mal a destrui-la,
Quem morreu neste blues mal sabe porque
Mas por nós vida continuará,

A iluminação da espada é a iluminação da vida
Honrai vos de tudo o que pecado cometeis
Quando protegendo estais matando
Deixo vos iluminado por sagrada espada que falecido amado rei
Me deixara,
Agora soltai vossos cavalos não por vingança
Mas por minha protecção,
Amai vos nunca odiai vos que por vós
Mares, eu quebrarei.

Gabriel Barbosa

Livro: Os Sonhos Vulneráveis (04/2005)